sábado, 14 de abril de 2007

Prefeitura tem estrutura assistencial que não existe

Andressa Fernandes

O Programa de Atenção Integral à Família – Paif, conhecido em Fernandópolis como Casa da Família, trata-se de um programa federal, implantado na cidade no ano de 2004 para atendimento socioeducativo às famílias de baixa renda. Desde a sua inauguração está situado na avenida Francisco Costa, esquina com a rua Paraíba, na Vila Aparecida. Sua localização é uma das primeiras irregularidades cometida pela prefeitura de Fernandópolis com relação a assistência social. Conforme ditam as diretrizes do programa, o mesmo deveria ser instalado em ponto periférico da cidade, para que as famílias-alvo de seus projetos não tenham que enfrentar longas distâncias para receber atendimento.
Outra irregularidade ainda maior que a prefeitura precisa resolver é a instalação de duas unidades do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS. Ambas deveriam estar em pontos periféricos da cidade também. Na verdade, as duas unidades existem apenas no papel e para o governo federal.
Para instalação do Paif na cidade, foi aprovada a implantação de duas unidades do CRAS pela União. Isso porque o CRAS seria o responsável pelo gerenciamento dos programas Bolsa Família, Paif, Ação Jovem, Agente Jovem e Renda Cidadã, todos basicamente de transferência de renda. A unidade também deveria ser administrada por um assistente social contratado pelo município, como contrapartida para os projetos que recebem verba especifica do governo federal. O que não acontece.
Como ainda não foram implantadas as unidades do CRAS, todos os programas são desenvolvidos pelos funcionários da Diretoria Municipal de Bem Estar Social, o que também é irregular.
Em questão de assistência social, Fernandópolis é considerado município de Gestão Plena, ou seja, que dispõem de todos os projetos socioeducativos e de transferência de renda oferecidos pelos governos estadual e federal. Porém, a cidade pode perder o título caso os governos encontrem tais irregularidades no desenvolvimento dos programas.


DRADS diz que já procura imóvel para unidades

Jesiel Macedo, diretor da DRADS de Fernandópolis, informou que esteve reunido dias atrás com o chefe de gabinete da prefeitura, Cláudio Boutros, que lhe mostrou um mapa do município onde estavam ressaltadas as possibilidades de instalação das duas unidades do CRAS. Ele também informou que os locais devem ser descentralizados para melhor atendimento da população.
A diretora de Bem Estar Social, Maria Luiza Mandarino, informou que uma residência no Jardim Barbosa, próximo ao bairro Brasilândia, está em reforma para a implantação de um CRAS. Porém, a instalação da segunda unidade depende ainda de se encontrar um imóvel nas áreas de vulnerabilidade social e que preencham os requisitos exigidos, como a disposição de cômodos para as consultas nas especialidades de psicologia e assistência social.
A diretora disse que estão sendo procuradas residências no Jardim Araguaia e Paulistano. Assim que implantadas as duas unidades, a equipe do Casa da Família (Paif) deve ser divida em cada uma das novas unidades. Hoje, a equipe conta com duas assistentes sociais, duas psicólogas e uma assessora administrativa.

Funcionárias estão em desvio de função em Programa Social

Espera-se que a cidade de Fernandópolis seja visitada nos próximos dias, por uma equipe da Secretaria de Estado do Bem Estar e Desenvolvimento Social, assim como aconteceu em demais cidades da região. O motivo seria uma fiscalização de rotina entre os programas sociais desenvolvidos.
Fernandópolis possui todos os programas da União e do Estado, o que lhe atribui o título de Gestão Plena em assistência social. Uma das irregularidades a serem checadas na cidade diz respeito ao desvio de função de profissionais do Paif – Programa de Atenção Integral à Família, sendo que as duas psicólogas contratadas pelo programa para prestar atendimento socioeducativo à famílias beneficiárias do Bolsa Família e Beneficio de Prestação Continuada – BPC, estão na coordenação de outro programa assistencial.
A comprovação da coordenação do programa Agente Jovem pelas duas psicólogas foi feita semana retrasada pela própria assessoria de imprensa da prefeitura, através de um release divulgando as ações do mesmo. Assim como informa a nota divulgada pela assessoria, o programa Agente Jovem funciona em dois núcleos, sendo um no Centro Comunitário do bairro Ubirajara e o outro no Centro de Catequese da igreja do bairro São Bernardo. O programa atende 50 jovens com idade entre 15 e 17 anos, com atividades socioeducativas realizadas por duas horas todos os dias. Os jovens participantes recebem bolsa-auxílio no valor de R$ 65.
De acordo com as normas do programa, que podem ser vislumbradas no próprio site da Secretaria Estadual de Assistência, o mesmo deve ser coordenado por um assistente social contratado pelo município. A regularidade acontecia até o ano passado, quando o programa era coordenado pelo assistente social André Azadinho. Com a transferência do profissional para o Caps – Centro de Atendimento Piscicosocial, o projeto passou a ser coordenado pelas psicólogas do Paif, que se trata de um programa federal em que a União é quem custeia o salário das profissionais.
  
publicado pela Folha de Fernandópolis em 14/04/2007

IR de empresas gera recursos para 11 entidades

Andressa Fernandes

Durante a sessão ordinária da Câmara de Fernandópolis, ocorrida nesta terça-feira, os vereadores aprovaram três projetos, dentre eles o que autoriza o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente a firmar convênios para o repasse de recursos às entidades. Com a aprovação, de imediato foram liberados R$ 81 mil em recursos para onze entidades assistenciais de Fernandópolis. A quantia é referente ao repasse feito por empresas, através do abate no imposto de renda. Os recursos servirão para a promoção de projetos assistenciais com famílias carentes.
Porém, de acordo com os documentos, o projeto para autorização de convênio esteve protocolado na Câmara desde o dia 15 de março. Segundo a presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, Marlene Lima, as entidades já estavam reclamando pela demora no envio da verba. Ela também informou que o projeto ficou parado nas Comissões este tempo todo, sendo que vários vereadores requereram respostas para o destino da quantia.
Ainda durante a sessão, os vereadores aprovaram dois outros projetos, sendo o que autoriza a prefeitura a liberar recursos antecipadamente aos funcionários do Conselho Tutelar em caso de viagens e o que disciplina o trânsito de bicicletas na cidade.
Porém, um dos assuntos que mais gerou polêmica entre os vereadores foi um requerimento apresentado pela vereadora Maisa Rio, que pede explicações à prefeita Ana Bim sobre quais bairros serão asfaltados este ano. Em comentário ao requerimento, o vereador Étore José Baroni disse que já está nos planos da diretoria de Obras a pavimentação de cerca de 400 ruas de Fernandópolis. Com o anúncio, o vereador Alaor Pereira Marques chamou de “o maior estelionato da história” a promessa de campanha de 100% de asfalto de Rui Okuma e Ana Bim. “Se enganou o povo para obter a eleição, então por que não é ilícito?”, perguntou o vereador. Alaor também chamou a prefeita de “forasteira”, alegando que ela é nascida no Estado do Rio de Janeiro.
O vereador Francisco Affonso de Albuquerque disse que irá cobrar do vereador Baroni o asfaltamento deste número de ruas que ele citou. 

publicado pela Folha de Fernandópolis em 14/04/2007

Estado promete vigilância epidemiológica para cidade

Andressa Fernandes

O secretário Estadual de Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, confirmou na última segunda-feira que irá indicar a instalação de uma unidade estadual das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica em Fernandópolis. A decisão foi tomada a pedido dos vereadores José Carlos Zambon e Warley Campanha de Araújo, que estiveram em audiência com o secretário em São Paulo. De acordo com Zambon, trata-se de um subgrupo e que estará vinculado ao escritório regional de Jales. O vereador reclama que, com a centralização dos serviços naquele município, funcionários que moram em outras cidades da região, ficam prejudicados, principalmente com a distância. O secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, conheceu esta semana todas as modificações que estão sendo implementadas na Santa Casa de Fernandópolis. Ele recebeu uma equipe do hospital em seu gabinete em São Paulo. Eles cobraram o governo estadual, que havia se comprometido a investir R$ 1,00 dos cofres públicos a cada R$ 1,00 que a população colaborasse com doação à Santa Casa. Desde a promessa, a população já contribuiu com R$ 837 mil, seja por meio de doações, campanhas, promoções ou pelo livro ouro.
Outras duas solicitações feitas dizem respeito ao aumento dos tetos de repasses do SUS e do Iamspe - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual. Com relação ao SUS, o pedido foi para que sejam revertidos R$ 36,6 mil para o hospital, valor que a Santa Casa perdeu com a contratualização fechada com o Sistema Único de Saúde em janeiro. Atualmente, o Iamspe repassa até R$ 80 mil mensais para o hospital. Hoje, só em consultas, a Santa Casa atende 800 pacientes do Iamspe por mês, mas a demanda é muito maior.  O limite de atendimentos, todo mês, está esgotado até o dia 17.

publicado pela Folha de Fernandópolis em 14/04/2007

Albuquerque quer o fim das queimadas

Andressa Fernandes

A assessoria jurídica da Câmara de Fernandópolis trabalha na confecção de um projeto de Lei que pretende por fim a atividade da queima da palha de cana de açúcar em Fernandópolis. O projeto é de autoria do vereador Francisco Affonso de Albuquerque e tem contado com indicação do oficial de justiça, Antonio Leal.
De acordo com Francisco, se aprovado o projeto, a prática das queimadas ficará proibida, sendo que os usineiros terão que encontrar novas formas de destinação do material. As cidades de Votuporanga, Rio Preto, Limeira, Americana, Ribeirão Preto e Cordeirópolis, já possuem leis municipais que impedem a prática.
O projeto deve ser lido na próxima terça-feira, em sessão ordinária, mas somente entrará em discussão e votação na primeira sessão do mês de abril. Ele deve determinar multa de 500 Ufrm – Unidade Fiscal de Referencia Municipal, para quem descumprir a Lei.
Trabalhando na mesma direção, o Ministério Público do Estado fez um mapeamento das áreas de plantio de cana-de-açúcar que sofrem queimadas em oito cidades da região. O levantamento deve compor uma ação judicial exigindo o fim imediato da prática, atualmente prevista para 2031 em todo o país.
A intenção do MP é ingressar com o pedido até a safra do próximo ano. O levantamento foi iniciado há dois anos e meio com a abertura de um inquérito civil público conjunto entre os Ministérios Públicos Federal e Estadual de Piracicaba, Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Cordeirópolis, Araras, Limeira, Rio das Pedras e Capivari. O objetivo é apurar os efeitos nocivos da queima à saúde da população.

publicado pela Folha de Fernandópolis em 14/04/2007

Prefeitura investiga denúncia entre funerárias

Andressa Fernandes

O departamento jurídico da prefeitura de Fernandópolis irá abrir processo de investigação nos próximos dias, para apurar denúncias de irregularidades contra duas empresas funerárias da cidade. O fato, porém, é que neste caso, uma acusa a outra por não estar cumprindo as normas dispostas no edital de contratação.
De acordo com José Poli, procurador jurídico, a Funerária Rosa Mística acusa a Funerária Pradela de não disponibilizar o número suficiente de veículos (dois) para prestação dos serviços. Em contrapartida, a Pradela acusa a Rosa Mística de cometer procedimento incorreto na preparação dos corpos para o funeral.
O procurador jurídico informou que irá instaurar processo administrativo e a partir de então, passar o caso ao setor de Fiscalização da prefeitura, para que os agentes visitem as duas empresas e confiram a prestação de serviços. Se constatada as irregularidades, as mesmas podem perder o direito de explorar este comércio no município. Caso elas sejam penalizadas, a prefeitura deve abrir outro processo de licitação para a contratação de novas empresas.
Fernandópolis possui quatro empresas funerárias prestando atendimento à população de aproximadamente 65 mil habitantes. De acordo com a Lei, a prefeitura pode contratar uma empresa para este fim a cada 12,5 mil habitantes constatados.

publicado pela Folha de Fernandópolis em 14/04/2007

sábado, 7 de abril de 2007

Plantões no cartório anexo da Unicastelo serão aumentados

Andressa Fernandes

O juiz diretor do Juizado Especial Cível da Comarca de Fernandópolis, Heitor Miura, atendeu mais um pedido da Diretoria da 45ª Subsecção da OAB de Fernandópolis. Ele foi responsável pelo envio de quatro advogados para aumentar a capacidade de atendimento no plantão do Cartório Anexo, que funciona nas dependências da Unicastelo, na avenida Expedicionários Brasileiros. Os serviços começaram a ser prestados na última quarta-feira, 4.
A ampliação do plantão é resultado do diálogo mantido pela Diretoria da OAB e os integrantes do poder judiciário.
No encerramento da reunião que definiu a ampliação do plantão, o advogado Henri Dias, presidente da subsecção da OAB de Fernandópolis, agradeceu a atenção dispensada pelo judiciário, que depois de autorizar a manutenção dos plantões criminais, atendeu mais uma reivindicação da classe. Com a conquista, os advogados devem entrar em contato com as funcionárias da sede administrativa, buscando informações sobre as novas datas dos plantões.

publicado pela Folha de Fernandópolis em 07/04/2007

OAB libera atendimento em Rio Preto

Andressa Fernandes

Os advogados de Fernandópolis e região passam agora a ter atendimento médico, clínico e laboratorial em 47 especialidades, por parte da seccional da OAB de Rio Preto. A notícia foi confirmada semana passada através de nota oficial do tesoureiro da Caasp – Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo, Célio Bitencourt.
Na nota, o tesoureiro também deixa claro que a iniciativa vem atender um pedido feito pelo presidente da 45ª Subsecção de Fernandópolis, o advogado Henri Dias. O pedido de integração dos atendimentos foi feito em caráter provisório, até que a seccional local possa resolver sua posição.
A OAB de Fernandópolis não dispunha de serviços médicos desde maio de 2006, período em que a Unimed rescindiu contrato.
De acordo com a responsável pelo espaço da Caasp em Fernandópolis, Monique Ferreira da Costa, para obter atendimento basta procurá-la na Casa do Advogado e requisitar o pedido de guia entre as especialidades oferecidas por Rio Preto. Para expedição da guia, é necessário o pagamento de uma taxa de R$ 33.  
As especialidades oferecidas são: Acupuntura, Anatomia Patológica e Citopatológica, Angiologia, Cirurgia Vascular e Linfática, Cardiologia (consultas e exames), Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Dermatologia (consultas), Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica, Endocrinologia, Endoscopia Peroral, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia (consultas e exames), Homeopatia e Homeopatia Pediátrica, Medicina Nuclear, Neurocirurgia, Neurologia, Oftalmologia (consultas e exames), Ortopedia e traumatologia (consultas), Otorrinolaringologia (consultas e exames), Patologia Clínica, Pediatria, Pneumologia, Proctologia, Psicologia, Psiquiatria, Radiologia, Ressonância Magnética, Terapia Ocupacional, Tisiopneumologia, Ultra-Sonografia, Urologia (consultas e exames).

publicado pela Folha de Fernandópolis em 07/04/2007